Oz na Mostra

A vida Intima de Pipa Lee

Posted by: oznamostra on: October 27, 2009

Por favor, se você não gosta de spoilers e ainda não viu o filme A vida intima de Pippa Lee, não leia esse texto, sou conhecida como a rainha dos spoilers bem intencionados!

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“Acho que estou tendo um surto silencioso”

A melhor frase do filme, que é cheio de momentos cômicos, apesar da história da nossa querida protagonista não ser lá aquele mar de rosas.

Após uma vida alienada e 100% dedicada ao marido ~25 anos mais velho, Pipa é uma quase cinquentona que descobre estar vivendo um surto silencioso.
Tudo começa quando ela descobre seus frequentes ataques de insônia, em paralelo as lembranças da mãe, da infancia, de ter fugido de casa, de ter morado com a tia lesbica, de ter mergulhado nas drogas e viver desregradamente até encontrar um homem mais velho a quem ela dedicou sua vida.

O Filme é simples, peca bastante na maquiagem nos momentos de flashback…boa parte do filme eu fiquei pensando que a mocinha tava muito nova, ou o mocinho muito velho.
A vida é o resultado das escolhas que fazemos e o bacana do filme é que a nossa protagonista apesar de parecer louca de pedra é extremamente lúcida e tem umas tiradas fora de série!
Tirando a parte do sonanbulismo, tem muita coisa nela que eu espero ter conquistado quando chegar aos 50 anos.

Nota 4.

bjs
Mi

Dia 4

Posted by: oznamostra on: October 27, 2009

Dia só de filmes bons, assim fica mais fácil aguentar a maratona.

35 Doses de Rum ***1/2

À Procura de Elly ***

Abraços Partidos ***

A Vida Íntima de Pippa Lee ***

Dia 3

Posted by: oznamostra on: October 26, 2009

Estou gostando de ver, até agora foi possível almoçar todos os dias (jantar só engolhindo lanche em duas mordidas). A primeira sssão atrasou uns 15 minutos, o filme chegou em cima da hora, tudo bem porque assim deu tempo de atualizar filmes com amigos (só assim mesmo). Para variar chegamos atrasados (de leve) para o filme do Resnais e sempre lá na frente, do meu lado uma garota sozinha que ria naturalmente do humor francês, e quase se desesperava com as cenas na cadeira do dentista (a cada barulho de motorzinho ela se contorcia). Tem gente que carrega o amor no cinema na pele, a tal garota solitária tinha todo o braço esquerdo tatuado com rolos de película. Enquanto isso cinco pessoas sentadas no chão, entre eles um casal com mais de sessenta anos, são essas coisas que fazem meu sangue ferver, só quem segue a Mostra sabe o que é isso. Por outro lado tem sempre preconceito, um grupo de amigos entrando para a sessão e um deles a vista outra turma de amigos, enquanto vai cumprimentá-los os amigos que chegaram soltam comentários preconceitos sobre a possibilidade homossexualidade de alguns deles, quanto buscam seus lugares é o grupinho que lá estava quem critica os “moralistas” que acompanham se amigo, resumindo: todos se merecem. Dos filmes, novamente decepções a aquele que esperava ser um bomba se mostra o melhor do dia.

cotações de hoje:

Todos os Outros (Everyone Else) *1/2

À Procura de Eric (Loonking for Eric) **1/2

Ervas Daninhas (Les Herbes Folles) *1/2

Amreeka (idem) ***

Daniel e Ana (idem) ****

 

Mitch

500 dias com ela

Posted by: oznamostra on: October 26, 2009

Por favor, se você não gosta de spoilers e ainda não viu o filme 500 dias com ela, não leia esse texto, sou conhecida como a rainha dos spoilers bem intencionados!

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Quem nunca levou um pé na bunda? Ou magoou (sem querer) um coração apaixonado?

Que joguem as pedras aqueles cujo não possuem telhado, pois aqueles que têm seja de vidro ou de telha, aço, madeira deveriam guardar suas pedrinhas para outra oportunidade.

500 dias com ela é isso, simples assim.

Uma história que como sempre têm dois lados, o rapaz que se apaixona pela primeira vez e a mocinha que não acredita em amor.

E o que mais poderia acontecer quando um coração desesperado de afeto se depara com outro que só quer um pouco de carinho? Catástrofe, com certeza.

Alguns chamariam de drama, eu chamo de realidade. Noites mal dormidas, atitudes patéticas, ilusões e devaneios, perda de produtividade do trabalho, músicas de cortar os pulsos e a crença mais que concreta de que aquela era a sua única chance de ser feliz. Que nunca amará novamente.

Felizmente tudo isso passa e para nosso querido mocinho, tudo termina 500 dias depois do primeiro dia em que ele a viu pela primeira vez.

Mas e a mocinha? Era uma vaca? Ela o usou ou o traiu?

E foi isso que me encantou no filme, apesar dela ser irritantemente o perfil da mulher perfeita (pelo menos ao meu ver), ela simplesmente representa alguém que não estava tão afim assim do outro alguém e que enquanto está feliz, tudo está certo. A deteriorização do interesse dela por ele foi algo que eu achei sublime no filme. No fim está tudo ali, na sua frente o tempo todo.

Minha nota foi 4, eu devo ter dormindo no ultimo ano, por que estava completamente sem expectativas.

Não foi um filme que me fez prender um suspiro a mais, mas definitivamente é um filme que te faz pensar e querer ter toda a trilha sonora no seu celular para escutar sem parar, imediatamente assim que sair do cinema.

bjs

Mi

Dia 2

Posted by: oznamostra on: October 25, 2009

Esparava um dia de grandes filmes, expectativas altas demais em três qu geraram decepções moderadas. E aquele a qual não esprava grande coisa aparece como doce surpresa.

Distante Nós Vamos (Away We Go) ****

Polícia, Adjetivo (Politist, Adjectiv) **1/2

Czar (Tzar) **

O Solista (The Solist) **

500 Dias com Ela (500 Days of Summer) **1/2

 

Mitch

chegou o grande dia para mim!

Posted by: oznamostra on: October 24, 2009

A mostra começou ontem, mas como postei no twitter, dormi as 6h da tarde e só acordei de madrugada quando meu marido me chamou para ir para a cama.

Trabalhei o dia inteirinho de pé, Nokia Camp 09 foi um sucesso! Agora estou em casa, com os olhos ardendo de cansaço, mas nem isso vai tirar a energia de começar a Mostra 09! Hoje serão O solista e depois 500 dias com ela.

Tomara que sejam bons!

A tempo, hoje crio meu novo twitter: mikienamostra!

bjs e até daqui a pouco, after movie!

bjs

Mi

Dia 1

Posted by: oznamostra on: October 24, 2009

Primeiro dia sem grandes filmes nem bombas, nem grandes destaques. segue cotações

O Ponto Vermelho **1/2

Além dos Limites **1/2

Vício Frenético ***

 

Mitch

Pontapé Inicial…

Posted by: oznamostra on: October 24, 2009

Primeiro dia de Mostra é sempre aquela coisa, tipo a brincar com aquele sonhado presente pela primeira vez  depois de tê-lo  ganho no Natal… Vc sabe que vai ganhar, sabe que vai brincar, mais fica master ansioso até chegar a hora. Mas tb qdo chega, se qq coisa sai errado vc já fica p… logo de cara; “poxa vida, como assim??? Esperei tanto e agora isso”.

E o primeiro dia de Mostra foi bem por aí…

Na primeira sessão, Ramirez (que eu sinceramente não recomendo), as legendas eletrônicas não funcionaram metade to tempo, sem contar que o pessoal da própria Mostra ficava num entra e sai da sala de projeção e do banheiro masculino, o que fazia com que grandes fachos de luz tomassem a tela, e sombras passasem na frente da projeção… A segunda sessão, London River (que eu sinceramente recomendo muuuuuuito) foi atrasada em meia hora, por conta de problemas técnicos na sessão anterior. Mas correu tudo bem na projeção; a sessãoseguinte era na mesma sala, Daniel e Ana (fiquei meio sem entender o filme foi super recomendado, mas eu não gostei de jeeeeito nenhum) mas o projetor teve problemas técnicos, e mais meia hora de atraso. Na quarta sessão, Além dos Limites (filme que me confundiu, mas que depois de refletir um pouco cheguei a conclusão que é bom sim… aliás, por conta do *spoiler* padeiro, acho que até o considero mto bom),  o projetor funcionou, as legendas eletrônicas também: incrível. E na sessão final, Vício Frenético (Boooom também… Vai lá ver!!!), e é claro que mais um pouquinho de problemas de projeção… Foi só no começo e uma vezinha no meio do  filme mas pra quem já tava cansada de todos os problemas do dia…

Mas enfim, vamos ver se hoje melhora, né???

Bjs

D.

eu e a Mostra II

Posted by: oznamostra on: October 24, 2009

Aproveitando a versão da Mi, recupero um texto que escrevi no fim da Mostra de 2007 (com uma leve atualizada)

 

Muitos não entendem minha ligação com a Mostra SP, e talvez o motivo dessa adoração ao evento seja de que ele vai além dos filmes e de alguma forma transforme minha vida, alterando profundamente meu destino sob diversas formas. Como já escrevi aqui comecei minha cinefilia em 2002 quando escrevi um primeiro texto sobre Uma Mente Brilhante (para publicar nos comments do E-Pipoca) e pouco a pouco fui descobrindo e encontrando minhas paixões dentro da sétima arte. Hoje sou um cinéfilo convicto de gostos e preferências, ainda preparado para um mundo de descobertas, mas já com bagagem o bastante para descartar muita coisa que já me foi (ou que nunca será) importante. Minha primeira vez no festival foi em 2003 (6 filmes vistos), assisti Elefante que me fascinou (diferente de Paranoid Park que me ofereceu tédio, e numa recente revisão encontrei seus encantos), saí admirado com as conversas que tive em filas, com a empolgação de parte do público e aquela sensação de que o cinema corria nas veias dos que transitavam pela região da Paulista naqueles dias. Ver gente sentada no chão ou em pé para ver o turco Distante era uma novidade sem tamanho (por mais que ao final a sessão estivesse apenas metade do público, sendo que boa parte roncava e os acordados aplaudiam), por outro lado conheci a obra-prima Um Filme Falado, finquei minha adoração em Sokurov com Pai e Filho, resumindo, minha primeira edição foi a confirmação de que eu embarcava nesse mundo e era um caminho sem volta, o vício jamais me permitirá abstinência.

 

Em 2004, foram 15 filmes, Oldboy me deixou sem fala, alucinado, apaixonado por aquela história de suspense, vingança, amor (sim, com toda violência o filme também é um romance), aguardei o ano inteiro para assistir Before Sunset, mas como ele estreava no dia seguinte ao término da Mostra (durante a repescagem), acabei esperando o dia de estréia, e não me decepcionei. Assistia ao filme admirado, completamente apaixonado pelos personagens e suas emoções, por Paris, pelos diálogos, pela arquitetura, do meu lado minha namorada de tantos anos, dentro de mim o desejo de viver algo parecido, a explosão de emoções. Ao final da sessão me viro e pergunto se ela havia gostado, “não gostei muito não” num tom indiferente. Um banho de água fria, primeiro por sua insensibilidade em perceber minha emoção, em notar o quanto estava tocado por tudo que havia assistido, a vontade de deixar aquele avião partir. E a seguir a certeza de que não era ela, aquele relacionamento estava fadado ao fracasso e Before Sunset foi o clique. Meses depois encerrei o namoro, aliás efetivei o término porque ele havia sido encerrado naquela sessão, 5 anos e meio, apartamento comprado e começando a ser mobiliado, não vim ao mundo para uma vidinha normal, não sou uma pessoa que se enquadra nos padrões de comportamento da maioria, quero emoções, quero aventura, quero um Before Sunset na minha vida.

 

Caché em 2005 foi o filme a me deixar atordoado, outra obra-prima, nessa edição foram 26 filmes. Cada vez mais conhecia amigos que fiz via blogosfera, ou sei lá de onde, a verdade é que começava a ter uma rede de amizades durante o festival. Perdi o primeiro final de semana porque estava passando uma semana em Fortaleza (com outra namorada, meu último namoro, e infelizmente o namoro terminou quando voltamos de viagem). Entrei no festival muito triste, não queria me separar e foram os filmes que me ajudaram a superar a fase mais recente do fim da relação (depois da Mostra cai na real e perdi 5kg, mas isso não vem ao caso). Só que o festival guardava algo muito mais representativo, de alguma forma foi ali plantada a semente do que hoje chamamos Oz. Na sessão de A Passagem restavam quatro poltronas exatamente na minha frente e eis que se senta ali Andy com alguns amigos (havíamos nos falado por MSN naquele dia e ficado de combinar algo na Mostra), um desses amigos era Stelinha. Aquele encontro primeiramente mudou os rumos daquela Mostra, formamos um trio inseparável ao ponto de sentarmos na segunda semana e reformularmos as programações para estarmos juntos no máximo de sessões juntos (numa discussão homérica noite à fora no Viena do Conjunto Nacional).

 

Para 2006 o trio já estava afinado, eis que me surge na sessão de Climates uma japonesa espivetada com uma pipoca barulhenta, nascia Mikie na minha vida, e não foram poucas as sessões em que esse quarteto estava junto (e agora regávamos aquela semente que havia sido plantada, Oz começava a nascer). Mas aquele ano guardava mais emoções, depois de meses de amizade virtual, foi na sessão de Edmond que conheci Alê. Engraçado que conversamos rapidamente, mas depois de meses de espera nos encontramos naquele dia em pelo menos três filas no Espaço Unibanco, e seria só começo já que agora não passa um dia sem um “oi” ao menos, e outra grande amizade para a posteridade. Demoraria um pouco mais para ela ser integrada a Oz, mas quando entrasse, fecharia o grupo (junto com nosso surtado Beto que vai à Mostra esporadicamente e Van que nos acompanha de longe por morar no interior). Foram 45 sessões e 44 filmes, O Ano que Meus Pais Saíram de Férias foi visto no dia seguinte e me deixou mais emocionado do que todos os outros filmes, mas não posso esquecer do meu amor por Paris, Te Amo (que acabei revendo na repescagem).

 

Bom, se o ano anterior mudou meu ritmo de vida completamente porque pela primeira vez comecei a fazer parte de um grupo de amigos inseparáveis, daqueles que a gente acorda no sábado e começa a pensar o que vai planejar juntos (porque não importa a escolha, a gente vai se encontrar), o ano de 2007 foi a maior overdose cinéfila da vida, 68 sessões e 67 filmes (revi de tanto que adorei Um amor Jovem), e para minha surpresa foi um filme de horror/suspense que me deixou mais atônito, El Orfanato saiu como meu escolhido dessa edição. Ainda não sei qual foi ou será o evento dessa Mostra que irá marcá-la e mudar algo na minha vida. De tantos filmes fui obrigado a deixar os relatos diários, então não disse quais amigos encontrei, alguns famosos, coisas divertidas e/ou engraçadas que ocorreram, mas posso dizer que grandes amigos que conheci nas Mostras anteriores foram reencontrados aqui e muitos são imprescindíveis atualmente, e dessa vez ganhamos nosso amigo finlandês (Saku) trazendo outra cultura e outra visão. Teve também Into the Wild que mexeu comigo profundamente (e a cada revisão nova guinada minha vida toma), ouço a trilha e às vezes me emociono sozinho, lembrando do filme e pensando a vida, caminhos e escolhas, sei lá, os meus medos e covardias, no quanto transformo pequenos muros em montanhas intransponíveis.

 

O ano de 2008 reservou 45 filmes e histórias hilárias como o velhinho solitário com câimbra, presenciar briga no cinema, filme passando de ponta-cabeça, o tombo da velhinha faladeira, o filme trocado que demoraram 15 minutos para perceber. O filme daquela edição foi o fabuloso Mais Tarde Você Entenderá do sábio Amos Gitai. No balanço geral foi um ano mais fraco, por outro lado só a surpresa do português Aquele Querido Mês de Agosto já valeu a quantidade de decepções dos desconhecidos, e mais surpresa ainda o filme-encaixe Deixa Ela Entrar encantando com o amor adolescente de um garoto solitário e uma vampira. Já em 2009 ressurge a incógnita, na vida pessoal o descompasso da separação, os altos e baixos que fim do namoro provoca, de outro os filmes e os amigos e todas as histórias e presepadas que teremos para contar. Começou hoje e serão novamente dezenas de filmes nesses 10 dias de férias que terei, e dessa vez outro integrante fixo na turma, Fabiano voltou dos EUA, outra cabeça pensando cinema, e que venham os bons filmes.

 

Mitch

Filmes que Não Vieram

Posted by: oznamostra on: October 20, 2009

Li em algum lugar que a lista deste ano tem 424 filmes, é filme que não acaba mais. Mesmo assim, nunca estamos satisfeitos, sempre há aqueles que gostaríamos de ver e não estarão na programação. Decepção, frustração, o jeito é se consolar com a infinidade de outros títulos interessantes. Fiz uma listinha com aqueles que aguardava ansiosamente e no final das contas não entraram na lista, e o que encabeça a lista seria um daqueles Top 3 dos maiores desejos, fazer o que:

- Un Prophéte, Jacques Audiard

- The Messenger, Oren Moverman

- White Materials, Claire Denis

- 36 Vues Du Pic Saint Loup, Jacques Rivette

- La Père de Mes Enfants, Mia Hansen-Løve

- Storm, Hans-Christian Schimid

- Tetro, Francis Ford Coppola

- Lake Tahoe, Fernando Eimbcke (esse ano é de 2008)

 

Mitch

Oz by Oz

Nos conhecemos há anos atrás e após tantas histórias para contar, a gente se reune aqui para falar, discutir, elogiar e mais que tudo, conversar e trocar nossas experiências nesta Mostra de 2009!

D.

Mikie na mostra

  • NY I love you, adorei! A melhor história foi a do casal que está fazendo aniversário de casamento...muito real! 1 month ago

Michel

Andy

  • primeira sessão da mostra e primeiro problema: Marabá sem conexão com ingresso.com 2 months ago

Ale

Error: Please make sure the Twitter account is public.

Beto

O rolou aqui!